19/05/2021

Minimalismo: Entenda como se libertar dos excessos!

Paredes brancas, poucos móveis e muito espaço livre. Provavelmente essa é uma das imagens que o nome minimalismo traz à sua mente! 

Para muitas pessoas a ideia de um espaço vazio não evoca a atmosfera de conforto e acolhimento que buscamos ter em nossas casas. No entanto, o minimalismo pode ser o caminho para desapegar de excessos e abrir mais espaço para a família, amigos e experiências de vida.

Mas de onde vem essa ideia de que uma vida com menos coisas pode ser mais desejável?

O minimalismo no mundo das artes:

Entre os anos 1950 e 1960 surge em Nova York um movimento artístico nomeado “minimal art”.  O objetivo de seus precursores era criar uma arte limpa, sem os excessos do movimento artístico anterior, o expressionismo abstrato. Neles as pinturas eram carregadas por cores vibrantes, sobreposições e deformações visuais. 

Assim, toda uma geração de pintores começa a produzir obras focadas em formas geométricas exatas, cores que não se sobrepõem e linhas marcantes.

No campo da escultura, as obras passam a ter funcionalidades e a se aproximarem de objetos cotidianos. A artista brasileira Maria Tavares, inspirada pelo minimalismo, criou a obra Corrimão em 1996, atualmente exposta no MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo).

A presença da arte minimalista foi tão marcante que influenciou outras áreas, como a música, a dança, a arquitetura e o design. 

O minimalismo no design de ambientes

O design baseado no minimalismo se solidifica por volta dos anos 1980, um de seus principais elementos é o caráter despojado. Mais do que um estilo estético, ele é um princípio: subtrair tudo aquilo que não é necessário. 

Um ambiente pensado a partir do minimalismo costuma ser planejado com atenção especial à iluminação e à circulação de ar. Cores claras prevalecem e também servem para ressaltar os móveis e peças decorativas, que chamam atenção, já que são poucos. Além disso, as paredes brancas ajudam a aumentar a sensação de amplitude.

A decoração costuma seguir uma paleta de cores neutras e a funcionalidade sempre é considerada. Dentro de um design de interiores minimalista cada peça é uma oportunidade de unir o útil ao agradável. 

A ideia é de que aliviar a vida dos excessos que poluem e bagunçam os ambientes, ajuda a pessoa a começar a se desfazer também do caos mental. Assim, o minimalismo ultrapassa questões materiais. Dentro desse estilo de vida também se preza pelo foco mental e emocional naquilo que realmente importa. 

A ligação com a sustentabilidade 

Já entendemos que o minimalismo pode mudar nossa vida, mas será que ele pode também ajudar a mudar o mundo? A resposta é sim! Imagine se todas as pessoas do mundo consumissem apenas o que precisam? A quantidade de lixo produzida com certeza seria muito menor.

Uma vida sustentável é mais saudável para cada pessoa individualmente, mas também o é para todos, coletivamente. Utilizando as ideias do minimalismo podemos diminuir nossa pegada ecológica. 

A expressão pegada ecológica é utilizada para se referir ao impacto que causamos ao meio ambiente. A quantidade de recursos naturais utilizada para a fabricação de bens de consumo ultrapassou há tempos os limites que nosso planeta consegue sustentar. O minimalismo é um dos caminhos para desacelerarmos a devastação do planeta.    

Então, que tal deixar nossa vida mais simples, nossas casas mais agradáveis e o mundo melhor? 

Menos é mais!

Uma das regras básicas do minimalismo é a famosa “Menos é mais!”. A curta regrinha explicita o imperativo de que quanto menos coisas bagunçando o ambiente e a mente, mais se extrai da vida. 

Uma vida minimalista é na qual as coisas materiais ocupam segundo plano, estão ali apenas como ferramentas para auxiliar o cotidiano. O primeiro plano fica para o tempo com a família, com os amigos, a criatividade, a intelectualidade, o crescimento e desenvolvimento pessoal. 

Quando falamos de minimalismo no design de ambientes, isso significa se desfazer dos excessos, ter uma casa funcional, ampla, arejada, com apenas os móveis e eletrodomésticos necessários, uma decoração simples e elegante e espaço de sobra para habitar, ao invés de simplesmente estar

Dicas para adotar o minimalismo:

Ficou interessado em adotar esse estilo de vida? Dê uma olhada nas próximas dicas e comece a pôr em prática o minimalismo.

1- Defina suas prioridades

Quais são suas maiores necessidades? Se livre dos excessos e abra espaço para o que  realmente importa. 

2- Hora de se libertar

Chegou o momento chave da arrumação. Separe um fim de semana e dê aquela geral na sua casa, sem piedade. Está sem usar aquele headphone há um ano? Talvez tenha chegado a hora de se libertar dele! 

3- Poupe

Um dos grandes benefícios do minimalismo é a diminuição com gastos supérfluos. Antes de comprar qualquer coisa não deixe de se questionar: “Realmente preciso disso?”, “Eu posso reaproveitar algo que já tenho em casa?”, etc.   

4- Não se esqueça de descansar

Adotar o minimalismo não precisa ser estressante, o objetivo é literalmente oposto. É importante entender que não só sua casa ficará livre dos excessos, sua mente também. E você vai notar que é muito mais fácil meditar em uma casa livre de entulhos. 

5- Escolha um

Você tem 15 camisas mas só usa as mesmas 4? Hora de manter apenas as que usa no guarda-roupa. Seguindo a mesma ideia minimalista, está tentando fazer 5 coisas ao mesmo tempo? Foque em apenas uma. Ambas as ações trarão benefícios similares: uma vida mais simples e objetiva, com menos ansiedade e agitação evitável. 

6- Desconecte

Enfim, agora que seu ambiente está mais agradável e você conseguiu organizar melhor sua rotina, tente começar aos poucos a se desconectar. Aproveite esse tempo para ler, se exercitar ao ar livre, respirar ar puro e se divertir com as pessoas que ama.  

Esperamos que tenha gostado desse artigo e que o minimalismo te ajude. E se você já for um adepto, nos conte um pouco da sua experiência nos comentários! 

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